A escalada da violência no Brasil não é fruto do acaso. É herança de um período em que o ódio foi estimulado como política de Estado, em que se liberou o porte de armas sem responsabilidade, em que a injustiça social foi aprofundada e a morte se tornou estatística oficial — basta lembrar os 700 mil brasileiros que perderam a vida na pandemia.
Enquanto o povo buscava esperança, recebeu indiferença. Enquanto clamava por proteção, recebeu armas. Enquanto necessitava de políticas públicas, recebeu discursos de intolerância.
É preciso dizer com clareza: não será com mais do mesmo — com dinastias políticas marcadas por escândalos de rachadinhas, vínculos com milícias e a defesa irresponsável do armamento — que o Brasil encontrará saída.
O caminho está na experiência acumulada por governos que já mostraram ao mundo a capacidade de implementar políticas públicas reconhecidas internacionalmente, que devolveram dignidade e esperança ao povo brasileiro.
Este não é um debate entre ser “A” ou “B”. É sobre escolher a única alternativa possível diante do horizonte: a reconstrução.
O Brasil não pode, não deve e não vai aceitar repetir o que foi 2019 a 2022. Nunca mais.


